Você saberia dizer qual é a marca de cerveja ou refrigerante preferido dos seus clientes? Do café que consome em casa? Da loja de eletrodomésticos onde costuma comprar seus aparelhos? Certamente, sim.

As marcas estão por toda parte e fazem parte da nossa vida. Elas expressam os valores e a personalidade do negócio e, por isso, devem estar alinhadas a seu público e mercado de atuação.

“A marca traduz a imagem que se deseja passar para o mercado e por isso, ao criá-la, é preciso ter bem definido o posicionamento do negócio e as vantagens sobre a concorrência”, explica o artigo “Como construir uma marca de sucesso”, do Sebrae.

O público, o diferencial do negócio, o nome, a identidade visual, o posicionamento e os pontos de contato com o cliente são alguns dos principais atributos que a marca carrega e devem ser considerados na hora em que ela for criada. A seguir, detalhamos melhor cada um deles. Confira.

1. Público e ambiente

Ao fundar um novo negócio, é fundamental saber quem é o seu público e tentar identificar o que ele espera da sua marca para, assim, saber o que oferecer. Tudo o que diz respeito à forma como os seus clientes se sentem ao visitar o seu estabelecimento deve ser levado em consideração – da decoração ao atendimento prestado. Se o restaurante costuma atrair pessoas de mais idade, é bem provável que elas aprovem um ambiente e um atendimento mais formal. Já um público jovem tende a gostar de locais mais modernos e talvez até mais barulhentos. O treinamento dos funcionários, a comida oferecida, o serviço prestado – tudo vai ser definido de acordo ao perfil do público que frequenta o local.

2. Diferencial do seu negócio

É muito importante ter claro quais são as principais qualidades do seu negócio para saber o que destacar ao criar a marca do seu estabelecimento. Se a proposta é servir comida caseira de qualidade, isso tem de ser levado em consideração na hora da criação da marca. Quanto mais clara e honesta a marca for frente ao que se propõe, menos frustrações irá gerar em seus clientes. Em outras palavras, saber seus atributos e garantir a sua entrega faz com que os clientes não tenham surpresas negativas e fiquem satisfeitos com o serviço prestado.

3. Definição do nome

“Um bom nome e um logotipo bem elaborado dizem muito a respeito do negócio. Por isso, é fundamental comunicar de forma clara e objetiva sobre qual é o tipo do negócio e a qual público se destina. Trata-se de uma mensagem subliminar que pode atrair ou afastar um possível novo cliente”, afirma Milton Freitas, fundador do Grupo Antonietta, formado hoje por quatro estabelecimentos – Antonietta Cucina, Isakaya Taka Daru, Jacarandá e Raiz Bar – todos localizados na capital paulista. Ele explica que no caso do Taka Daru, boteco japonês izakaya (que serve alimentos para acompanhar os drinques), foi usada a caligrafia oriental, o que facilita a compreensão da proposta do local. “O nome já remete a algo relacionado à cozinha japonesa e funciona como filtro, chamando a atenção de quem busca esta culinária, enquanto que afasta quem pensa em jantar um hambúrguer com bacon, por exemplo”, diz Freitas.

Além do nome, muitas empresas acrescentam um slogan – uma frase que ressalta o seu posicionamento e ajuda a transmiti-lo aos consumidores. “A melhor comida caseira da região” ou “comida caseira com preço justo” são alguns slogans usados no mercado. “O slogan deve ser curto, de fácil memorização e pode ser modificado, mas não com frequência, sempre seguindo fielmente o posicionamento da empresa. ‘A propaganda é a alma do negócio’ foi um slogan criado na década de 1930 e que resiste até hoje”, recorda o artigo do Sebrae. “Se é Bayer, é bom”, “Não esqueça a minha Caloi” “Caninha 51 – Uma boa ideia” são outros exemplos que marcaram época.

4. Identidade visual

A identidade visual é o que conecta de maneira gráfica o negócio com o público. Se bem colocada, ela permite que as pessoas consigam ler e se conectar com o estabelecimento. “Agora se as pessoas não sabem o nome do restaurante e o chamam de ‘boteco da esquina’ ou o ‘bar perto do banco x’, pode ser um sinal de que sua marca não está funcionando bem. E ao ser mal elaborada ela pode prejudicar o seu negócio, fazer com que você perca clientes ou não os fidelize. Já se bem apresentada, as pessoas poderão fazer relações com a marca”, ressalta o designer Dado Vicente da Silveira, do estúdio Abio Design e professor da Escola de Design 4ED, ambos em Porto Alegre. Ele explica que é por meio da mensagem gráfica que transmitimos os princípios do estabelecimento ao público. “Por exemplo, se vendemos comida japonesa, comida natural, fast food, tudo isso por ser indicado por meio de signos gráficos, elementos, cores, formas e outros pequenos detalhes que compõem a identidade visual do local”, afirma. Dado diz que a identidade facilita com que o consumidor atalhe caminhos e consiga fazer escolhas que vão atender as suas demandas. “Se a ideia é realizar um evento da empresa, celebrar a festa de aniversario de casamento ou outra data importante, a pessoa certamente vai buscar um restaurante que transmita por meio de seu nome e identidade visual características como elegância, requinte e qualidade”, comenta.

5. Posicionamento

Especialistas costumam dizer que o posicionamento é a razão da marca existir. É a promessa de valor ao consumidor que a marca vai carregar por toda sua existência e a resposta do porquê ela existe. Esse posicionamento é transmitido por meio de uma frase curta, a chamada tagline. Assim como o slogan, a tagline também é composta de uma frase curta e marcante, mas ela não muda de tempo em tempo – pelo contrário, acompanha toda a trajetória da marca, pois representa mais do que um serviço ou campanha, ela resume a alma do negócio. Um bom exemplo é a tagline da empresa de tecnologia americana Apple, o famoso “Think Different” (pense diferente). Além das propagandas da marca afirmarem isso, os produtos da Apple transmitem essa mensagem pela forma como funcionam e a empresa como um todo também segue esse lema a sério.

6. Pontos de contato

Os pontos de contato são as formas de comunicação que o cliente tem com a empresa – desde o “boa tarde” que o garçom dá ao receber alguém, até o cardápio, placas internas como as do banheiro ou do caixa, o site do restaurante e as redes sociais, por exemplo. É essencial lembrar que todos esses pontos “falam”, comunicam a marca e servem como experiência ao cliente e devem, portanto, ser elaborados segundo o propósito da marca, seus diferenciais e  público-alvo, entre outros aspectos. Para tanto, vale fazer uma lista de todos os pontos de contato da empresa com os clientes para depois classifica-los por ordem de importância. Os que mais favorecem a percepção de qualidade do cliente devem ser priorizados, pois é nesse processo que se constrói a confiança com o seu público.

7. Experiencia

“Via de regra, ao nos depararmos com a marca de um restaurante já elaboramos um pré-conceito em nosso cérebro e somente ao vivenciarmos a experiência, que saberemos se verdadeiramente está em sinergia com a realidade ou não – nesta hora aflora nossa alegria ou decepção ao vivenciar o momento”, relata o fundador do grupo Antonietta. Uma experiência positiva pode ser marcante e contribuir para a fidelização do cliente com a marca. Já uma experiência ruim tende a afastar os consumidores da marca que a ofereceu.

E aí, pronto para criar sua marca? Os tópicos acima dão uma boa ideia do quão importante é uma marca para o sucesso de um negócio. De nada serve ter um design bonito e atrativo se isso não estiver vinculado ao propósito do seu estabelecimento. Ao criar um novo negócio não deixe de pensar na marca que irá representá-lo. E se já tem uma empresa, mas não deu a devida atenção à marca, repense sua estratégia e se for o caso refaça sua marca reforçando suas qualidades. Você verá que isso pode fazer grande diferença nos resultados!

 

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