O Brasil é o país que mais acessa redes sociais na América Latina, segundo dados de uma pesquisa recente feita pela Comscore, líder global em medições do mundo digital. E se a atenção do consumidor já foi conquistada por estes canais virtuais, quem comanda um negócio pode aproveitar essa oportunidade para atrair potenciais clientes e gerar mais vendas.

Isso fica evidente no Relatório “Digital in 2018: The Americas” divulgado pelas empresas We are Social e Hootsuite. Ele aponta que 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais e 58% já buscaram por um serviço ou produto pela internet.

Outro estudo que reforça esse cenário é “Social Media Trends 2019”, divulgado pela Plataforma Digital Rock Content, em fevereiro desse ano, que revelou que 96,2% das empresas entrevistadas estão presentes nas redes sociais e 62,6% consideram que as redes sociais têm um papel muito importante para as empresas.

As redes sociais podem funcionar como vitrine do negócio, facilitar o conhecimento e as características de um produto ou serviço e aprimorar a interatividade com o público-alvo. Porém, antes de dar o primeiro passo nesse universo fascinante, é importante pensar em como ter uma presença digital marcante e estratégica.

“Antes de mais nada, a empresa precisa saber em quais redes sociais seu público está presente e conhecer o perfil de seu consumidor, como, por exemplo, a região onde mora, seu comportamento online, quais horários em que costuma acessar a internet, e de consumo, assim como quais mídias sociais tem o hábito de acessar, como Facebook, Instagram e YouTube, bastante populares no Brasil”, aconselha Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Cumprida essa etapa de pesquisa inicial, segundo Messa, o próximo passo é traçar um planejamento editorial focado em como posicionar a empresa nas redes, em quais delas a empresa deve estar, que tipo de conteúdo vai oferecer ao seu público e como e com que frequência vai sustentar a conversa com seus seguidores ou fãs.

Messa aponta que um dos caminhos para ajudar o empreendedor a interagir com o público é o social commerce, estratégia em que usuários de redes sociais auxiliam outros na compra e venda de produtos e serviços. “Há quem pense que o social commerce se resume à venda nas redes sociais, mas, na verdade, o empreendedor pode contar com a opinião de um influenciador para divulgar o negócio, atrair clientes e reforçar a credibilidade”, explica.

“O pequeno e o médio empresários não precisam focar em um influenciador ‘famoso’ das redes sociais. A prioridade são os influenciadores de comunidade”, detalha o professor da FAAP. Um exemplo é o líder comunitário que tem um importante número de seguidores no Instagram, de aproximadamente três mil, por exemplo, ou até menos. O dono de uma pizzaria pode conversar com ele para que seja feita a “divulgação”. O influenciador pode fazer check-in, tirar fotos ou marcar a pizzaria nas redes sociais dele. Em troca, pode ganhar descontos, como forma de permuta”, exemplifica.

“Antes do advento e a democratização da internet, o pequeno e o médio empresários contavam com jornais de bairro, pequenas rádios e panfletagem para fazer divulgação. O investimento inicial para fazer uma campanha no Facebook ou no Instagram é de um real por dia”, destaca Fernando Souza, consultor, palestrante de marketing digital e docente da São Paulo Digital School.

Souza aponta algumas dicas para que o empreendedor use as redes sociais a favor do negócio:

1 – Evite fazer um conteúdo com formato de propaganda nas redes sociais.

Se você atua no ramo da alimentação, o ideal é mostrar o dia a dia do negócio, contar a história da empresa, de um funcionário ou detalhar uma nova receita. É possível fazer promoções, aproveitando datas especiais, como as festas de fim de ano e Carnaval. O planejamento editorial, que envolve produção de conteúdo (posts, vídeos, interações com seguidores), deve ser feito preferencialmente por profissionais de comunicação e audiovisual, como jornalistas, relações públicas e designers, respectivamente – pessoas capacitadas para fazer conteúdo de qualidade e informação, não só “propaganda”.

É importante contar também com a parceria de influenciadores, que podem ser comissionados ou não – similar ao do social commerce –, para que falem sobre o seu negócio nas redes sociais deles. Esses influenciadores terão um número, ou sigla, que equivale a um cupom. Os seguidores serão avisados que, se usarem o cupom, terão desconto na compra de uma salada, por exemplo. O dono do empreendimento conseguirá medir o resultado da ação pelo número de pessoas que utilizarem o cupom. E o influenciador ganha uma comissão por isso – normalmente um percentual do que foi vendido. É preciso cuidado na hora de escolher os influenciadores. Eles precisam ter relevância e proximidade com o público. Vale reforçar que o influenciador da região, ou do bairro, é o mais indicado.

2 – A segmentação garante o sucesso no post patrocinado 

A estratégia funciona muito bem no Facebook e no Instagram para levar o internauta para a loja virtual. Nesse caso, a atenção especial é com relação à segmentação. É possível fazer a divulgação para pessoas que estão a dez quilômetros do raio do endereço do negócio. Com R$ 30 reais por mês, aproximadamente três mil pessoas são atingidas. Um erro comum é fazer a divulgação para o todo o País, ou para locais distantes. Quem precisa ver o post é o consumidor do bairro, ou da região próxima. A campanha ampla não traz retorno à empresa.

3 – O empreendedor deve saber qual o percentual do faturamento vai destinar à comunicação

Os custos dos anúncios devem estar inseridos na porcentagem da verba destinada à comunicação. Normalmente, o índice é de 5% do faturamento. O valor para as redes sociais deve estar nesse total.

4 – Use o WhatsApp com parcimônia 

O WhatsApp pode e deve ser usado para “conversar” com o consumidor. Além de ser um canal de atendimento para facilitar contatos e pedidos, o empreendedor consegue avisar sobre uma nova promoção ou combo. Mas, atenção: é preciso ter bom senso para não ser invasivo.

As redes sociais, quando utilizadas adequadamente, são aliadas na estratégia de seu negócio e permitem chamar a atenção do consumidor que já frequenta e aquele que nunca ouviu falar sobre a empresa. Além de ajudar a vender mais, elas também podem contribuir para fidelizar os clientes.

Se a sua empresa já está presente e interagindo nesse mundo digital, conte pra gente como tem sido a sua experiência!

 

salário mínimo 2020

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Veja mais conteúdos que podem te interessar

Comentários

Comentários estão fechados.