Em outubro de 2020, a Alelo Brasil realizou seu primeiro Hackathon interno, organizado pelo LAB Alelo (antiga área de Inovação).

A competição tinha como fim desenvolver e premiar a solução que melhor ampliasse a presença digital dos Estabelecimentos Comerciais e abriu inscrições para os interessados a participar.

Mesmo sem nenhum background de Tecnologia, resolvi me inscrever com as skills de agilidade que adquiri nos últimos 2 anos.

A seguir uma lista de 5 coisas que aprendi. Dicas que podem ser uteis para quem pretende participar de um Hackathon:

1 – O tempo é curto, mas isso pode ser bom: 2 dias de desenvolvimento pode parecer um tiro demasiado curto (um Design Sprint tradicional geralmente tem 5), porém, isso força você a se concentrar no que realmente interessa. O desafio do tempo evitou que nós investíssemos energia em detalhes que não importam, uma vez que tínhamos a urgência e o viés do “protótipo” ou “MVP”. Use esse senso como vantagem para seu time. O bom e velho cronômetro entre cada passo pode ajudar;

2 – Não adianta querer resolver uma dor que ainda não se entendeu: o primeiro reflexo ao se deparar com tempo de projeto escasso é querer jogar na mesa ideias incríveis, fazer brainstormings concentrados e resolver o problema nas primeiras horas. Nós iniciamos o esboço da solução apenas no final do 1º dia (se passou quase um dia inteiro de entendimento do problema antes disso). Todo mundo tem uma opinião de como resolver o desafio, mas colher esse tipo de contribuição logo de cara pode ser um desperdício. Todo problema precisa ser investigado e ressignificado. Somente assim, você diminui o risco de inventar um novo aplicativo que ninguém pediu ou precisa usar. – E se o grupo conseguir chegar a um consenso em tempo recorde, bom para vocês usarem mais horas no desenvolvimento. Da mesma forma que a investigação é fundamental, a profundidade da solução entregue também pesa na avaliação do júri.

3 – Você pode entender tudo de negócio ou tecnologia, mas tem que ser bom com pessoas: ao trabalhar com um grupo novo (o nosso nunca havia trocado mais do que “bons dias” nos corredores do escritório), você precisa ser respeitoso, leal e confiar em quem está com você. Você ganha ao ser vulnerável. Poucos serão os momentos de concordância, porém, se vocês consensarem em debater ideias sem julgamentos tradicionais (cargos não importam num Hackathon, por exemplo), os momentos de divergência serão extremamente produtivos. Não esqueça de cuidar durante o processo daqueles que farão a sua ideia ganhar forma (faça pausas, ofereça ajuda, confie e encoraje);

4 – Você PRECISA se divertir: me lembro de discutir os últimos detalhes do nosso protótipo enquanto cozinhava o jantar no 2º dia de desenvolvimento. Um olho no arroz e o outro no teams. Me peguei rindo de mim mesmo (no mudo, para não atrapalhar o debate). Jantei ponderando sobre o nome do nosso protótipo. Escovei os dentes pensando em como entregar as mensagens certas no meu pitch e fui dormir depois de ser “stress tested” pelo grupo para verificarmos se tínhamos uma ideia consistente. E nós tínhamos. Nenhum ser humano daria conta de se debruçar num mesmo tema por tanto tempo se não se divertisse pelo menos um pouco no processo. E quem se encarrega dessa parte é o time (você, inclusive). Conheci pessoas com características peculiares e interessantíssimas, de uma maneira que somente é possível conhecer quando você está aberto, gentil e com vontade de fazer algo acontecer. E isso é, no mínimo, divertido por natureza.

5 – Só uma ideia vence o hackathon, mas quem o conquista perde algo importante: quantas startups decolaram de primeira? Quantas receberam incontáveis “nãos” até se tornarem a 99 ou o GetNinjas? Quem perde um hackathon não desiste e encara outro desafio parecido com ainda mais repertório. Apresentar o pitch e não ser escolhido é frustrante, mas aprender com a derrota faz você incorporar um ou outro atalho para o próximo. E para o próximo. E para o próximo.

E sobre o próximo Hackathon:

Pode apostar que estarei novamente entre os inscritos (desde que seja mais pra frente porque levará um tempo para recolher os pratinhos que caíram nesses 2 dias intensos de desenvolvimento). Mas eu faria tudo de novo, agora mais consciente das coisas.

Quem sabe eu não perco de novo e aprendo mais algo valioso para dividir com você?

Fique à vontade para comentar caso esse artigo lhe tenha sido útil ou queira explorar algum ponto.

Um grande abraço,
Até a próxima!

Por Celso Brescia Bressan. Celso compõe o time de Agile People na Alelo Brasil e é PO de projetos de inovação e melhoria contínua.

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