É comprovada a relação entre felicidade e produtividade

Segundo Shawn Achor, professor e pesquisador da Universidade de Harvard e autor do livro ‘O jeito Harvard de ser Feliz’, a felicidade deve vir antes das conquistas. É importante observar o relacionamento entre felicidade e produtividade de forma crítica e consciente. Mas afinal, como replicar essa ordem que parece inversa no mercado de trabalho?

Ele afirma que um cérebro com teor de informações positivas aumenta inteligência, criatividade e o nível de energia. Um cérebro no modo positivo é 31% mais produtivo e é capaz de gerar vendas até 37% maiores. “Se acharmos um jeito de ficarmos positivos agora nossos cérebros vão funcionar com mais sucesso e seremos capazes de trabalhar mais, mais rápido e mais inteligentemente”, diz Achor.

O conceituado especialista em psicologia positiva explica que os acontecimentos do dia a dia são capazes de prever apenas 10% do nosso nível de felicidade e a grande maioria, 90%, do nosso sentimento de satisfação é formado a partir de como nosso cérebro processa o mundo. “Acredito que os indivíduos são capazes de alinhar seus pensamentos e se tornar mais otimistas e felizes”, diz Achor em um de seus vídeos sobre o assunto. O pesquisador defende que esta lógica vale para todos os aspectos da vida, incluindo, é claro, o ambiente de trabalho.

Para o pesquisador de Harvard, o primeiro conselho é se cercar de coisas positivas. O momento em que estamos passando pede um filtro de informações, uma vez que as atualizações quase instantâneas sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus podem levar a ansiedade e a um sentimento de tristeza. Ao longo do texto vamos perceber a importância dessa relação entre felicidade e produtividade.

Experiência que serve como exemplo da felicidade

Achor defende que precisamos inverter a fórmula da felicidade e do sucesso. “Nos últimos três anos viajei a 45 países trabalhando em escolas e companhias, no meio de um cenário de declínio econômico. Notei que a maior parte das corporações seguem uma fórmula que é: se eu trabalhar mais duro, serei mais bem-sucedido e, se eu for mais bem-sucedido, serei mais feliz”, explica. “O problema é que essa máxima não é verdadeira porque cada vez que seu cérebro tem um sucesso, você altera a meta inconscientemente e sempre precisa de mais. Se a felicidade estiver na ponta do sucesso, seu cérebro nunca chegará a ela”, defende o pesquisador.

Ele afirma que cerca de 25% do sucesso profissional é previsto com base no QI, ou seja, pelo nível de inteligência e aptidão do indivíduo. Os 75% restantes da equação são resultados do nível de otimismo, suporte social e a capacidade de ver o estresse como um desafio, não como uma ameaça.

Nosso cérebro funciona de forma oposta aos padrões cognitivos impostos pela sociedade em que primeiro se deve conquistar os objetivos para depois alcançar a realização e a felicidade. “Se elevarmos o positivismo de alguém no presente seu cérebro vivencia o que chamamos  de vantagem da felicidade. Ou seja, o cérebro programado no modo da felicidade tem um desempenho superior do que no modo negativo, neutro ou estressado”, diz o pesquisador.

A dopamina (conhecida como neurotransmissor do prazer), que inunda seu sistema central quando você está positivo, tem duas funções: te deixa mais feliz e aciona todos os centros de aprendizagem do cérebro, permitindo que ele se adapte ao mundo de forma diferente.

Felicidade e Produtividade: O especialista afirma que há maneiras de treinar o cérebro para que ele se torne positivo. Algumas dicas são:

  1. Durante 21 dias consecutivos escreva três coisas pelas quais é grato. A cada dia as coisas precisam ser diferentes. No fim desse processo, o cérebro começará a reter um padrão de buscar primeiro as informações positivas no mundo.
  2. Escreva uma experiência positiva que tenha vivido nas últimas 24 horas. Isso ajuda seu cérebro a revivê-la e reforçar a sensação agradável.
  3. Coloque a meditação na rotina. Isso ajuda o cérebro a aprender a se concentrar em uma atividade de cada vez e dedicar toda a energia para ela.
  4. Pratique atos aleatórios de gentileza: por exemplo, escreva um e-mail elogiando alguém com bom desempenho na equipe ou agradecendo uma parceria.

“Ao longo das minhas décadas de experiências descobri que é possível treinar nosso cérebro, assim como treinamos nosso físico, e inverter a fórmula da felicidade, em que só ficamos satisfeitos depois de sermos bem-sucedidos. Leve o tempo que for necessário. A ideia é que o processo todo seja feliz e que os resultados sejam apenas consequência disso”, diz o pesquisador de Harvard.

Como estimular a felicidade no ambiente de trabalho

Não é novidade que a qualidade de vida está diretamente ligada à produtividade no trabalho. Mas a verdade é que não existe uma fórmula certa para a felicidade. Cada empresa tem suas particularidades e desafios, mas é possível investir em algumas frentes para estimular um ambiente positivo.

“É preciso entender a proposta da organização e o perfil dos colaboradores para chegar a uma ideia de ambiente ideal. Momentos como o atual exigem um trabalho mais profundo”, explica Emerson Dias, consultor de carreira e diretor de liderança e gestão de pessoas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Confira algumas dicas a seguir para influenciar na felicidade e produtividade da equipe:

Ouça os funcionários

Ouvir o que cada funcionário tem a dizer é importante para estabelecer uma relação de confiança, conhecer as expectativas de cada um e aprimorar o ambiente da empresa. Elaborar uma pesquisa para compreender como está o momento atual para cada área, como anda a adaptação ao home office e pensar em questões como futuras oportunidades, pode ser interessante para motivar os funcionários. “Mais importante ainda do que fazer a pesquisa é estar disposto a trabalhar verdadeiramente com o que vier de resultado”, ressalta o consultor.

Envolva os colaboradores

Ao se sentirem parte da empresa, os funcionários trabalham melhor e são mais felizes. Por isso, deixá-los mais próximos dos líderes e mostrar que sugestões são bem-vindas é um bom caminho. “Envolver os colaboradores na construção da pesquisa de clima, por exemplo, já é um bom começo. Isso inclui ir a campo, conversar com as pessoas, coletar os pontos mais importantes e considerá-los no formulário”, diz.

Reconheça as conquistas

Em tempos de incertezas como o atual, onde as notícias sobre o novo coronavírus acabam dominando a pauta, é interessante trazer frentes otimistas para a discussão. Pode ser uma boa hora para comemorar e reconhecer uma negociação bem-sucedida, uma venda ou qualquer outra conquista dos colaboradores. “Ao invés de manter um padrão de recompensa, procure individualizá-las. É hora de olhar para cada um e exercitar a empatia para estimular a positividade”, conclui Emerson.

Confira essas e outras dicas aqui no nosso blog e também fazemos um convite a conhecer nossa página empresarial através deste link.

 

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