Robôs criados para atuar em contextos empresariais dão importante contribuição em tempos de coronavírus

Não é preciso ir muito longe ou ler livros de ficção científica para se ter uma ideia sobre o futuro do trabalho. Algumas tendências como trabalho remoto e uso da inteligência artificial já ganham força no mercado. Nessa toada, a crise causada pelo novo coronavírus ajuda a impulsionar o uso de robôs em tempos de isolamento social.

Uma das iniciativas de destaque é a plataforma Goowit, rede social gratuita de emprego, que une inteligência artificial e people analytics para a recolocação profissional. O robô promete até 99% de assertividade nas escolhas de profissionais de acordo com as demandas da empresa.

Além disso, a meta é reduzir o tempo de contratação médio do Brasil, de 45 dias para uma semana. A promessa da rede social é ajudar a tirar o Brasil do 9° lugar no ranking mundial dos países que mais desperdiçam dinheiro nas contratações e demissões e ajudar na retomada quando a pandemia sair das manchetes principais.

Mesmo com a Covid-19, a startup registra um aumento na oferta de vagas de emprego. O setor de saúde e delivery são os postos de trabalho que mais estão usando a startup para a contratação on-line. Pela rede social, o robô ajuda tanto recrutadores, como candidatos.

Além disso, há até mentores de carreira na quarentena que são robôs. A Goowit lançou o Sherrpy, um assistente virtual que auxilia o usuário a definir os objetivos pessoais e profissionais e desenvolve métodos para atingir o objetivo.

Nesse período de confinamento, o robô vai oferecer cursos e treinamentos para quase 100 competências, técnicas, comportamentais e de liderança. “É uma trilha de aprendizagem para o usuário desenvolver cada uma delas para que alcance seus objetivos”, afirma Deibson Silva, CEO da startup Goowit.

Como robôs ajudam com a papelada?

Segundo Lorhan Caproni, CEO & Cofounder na BotCity, duas questões rondam as empresas em tempos de coronavírus quando o assunto é home office. A primeira é como ficam os processos que envolvem muito papel? “Temos muitas empresas em que documentos são impressos para serem redigitados em outros sistemas, ou porque “fica mais fácil para conferir”. Como isso vai funcionar em um regime de home office?”, diz.

Também há uma segunda questão com os processos que envolvem acessos aos servidores da empresa. Afinal, com todo mundo em casa, o acesso remoto para todos pode sobrecarregar a área de tecnologia com mapeamentos, permissionamentos e rastreabilidade de acesso?

Segundo Lorhan, a robotização consegue atacar essas duas questões ao mesmo tempo. “Existem robôs que rodam em máquinas locais na empresa, sem fugas de dados, e que realizam as operações sem envolver papel. Aquela impressão para redigitar agora é feita por um robô que “puxa” tudo de um sistema e digita em outro. Aquela conferência de dados “cara-crachá” é feita por um robô de conciliação de dados e por aí vai”, explica.

Como os robôs ajudam no clima da empresa?

As tradicionais pesquisas de clima têm um papel ainda mais importante em época de quarentena. Afinal, saber como andam os funcionários que estão trabalhando de casa é essencial para o bem-estar da equipe e também para o andamento do negócio. 

Pensando nisso, a empresa de tecnologia WAVY criou o robô ADA, que promete uma taxa de resposta de 85% nos primeiros minutos após o disparo de pesquisas de clima em tempo real. Além disso, o assistente executa tarefas de comunicação como informações cotidianas sobre plano de saúde, vale refeição, vale alimentação, bônus e férias.

A ideia ao utilizar esse tipo de tecnologia é tornar o fluxo de informações descomplicado. “Um ponto importante de ressaltar é o quanto essa agilidade nos faz ter insumos para tomadas de decisões rápidas e até pensarmos em mudança de rota, a depender do retorno dos colaboradores em pesquisas, por exemplo”, afirma Marcela Martins, Diretora de Gente da WAVY Global.

Além do mais, em tempos de pandemia tem até robô fazendo papel de psicólogo. A startup Hisnëk lançou uma assistente virtual para acompanhar a saúde mental de funcionários de empresas. Ela interage com as pessoas por meio de mensagens: pergunta como estão se sentindo e acompanha as emoções ao longo do tempo.

Relatos muito frequentes de tristeza e cansaço, por exemplo, acendem um alerta de que há tendência de depressão ou burnout à vista. Dessa forma, a robô identifica colaboradores em risco e garante que recebam cuidado efetivo o quanto antes

Em suma, há diversos tipos de robôs que podem ajudar em tempos de pandemia para que o isolamento social seja cumprido quando possível e haja uma redução da curva de contágio do vírus. Compartilhe com a gente sua experiência com robôs!

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