O setor farmacêutico movimentou R$ 79,2 bilhões de janeiro a julho de 2020, uma alta de 12,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo Sydney Clark, vice-presidente sênior da consultoria IQVIA, o varejo do setor deve ter alta de 7,5% a 8,5% em volume de unidades e 8,5% a 10% em valores.

As razões para a expansão acentuada passam pela pandemia do novo coronavírus. Um estudo realizado em junho pela Editora Abril/Veja Saúde com 1.800 brasileiros, apontou que 67% dos respondentes consideram que as farmácias são uma fonte de informação confiável e prestam uma boa atenção no que diz respeito à informação em saúde quando precisam comprar algum medicamento. Reflexo do investimento desse setor na capacitação de seus profissionais para oferecer suporte e esclarecimentos aos clientes.

Quando estão na farmácia, 41% das pessoas procuram informação sobre o uso do medicamento, 21% se informam sobre os efeitos adversos e 20% sobre os sintomas.

As farmácias, pela sua capilaridade e distribuição geográfica, e o farmacêutico, pela sua competência e disponibilidade, representam frequentemente a primeira possibilidade de acesso ao cuidado em saúde, o que se intensificou ainda mais na pandemia. Tanto é que o Conselho Federal de Farmácia criou um manual de conduta para os profissionais se guiarem durante este momento.

“A farmácia, cada vez mais, tem se posicionado como um ponto de contato da população para o tratamento de doenças e busca de saúde e bem-estar. O farmacêutico volta a ser protagonista no ambiente de saúde”, diz Clark.

Os medicamentos que ganharam destaque na pandemia

De acordo com o IQVIA, medicamentos para o tratamento de doenças crônicas, analgésicos, remédios contra azia, acidez e dor muscular, além das vitaminas, vêm sendo determinantes para a evolução do setor nos últimos anos.

Segundo pesquisas, os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) representam cerca de 30% das unidades vendidas nas farmácias do Brasil. O auto-medicamento ainda é um desafio para o setor médico e a pandemia evidenciou algumas categorias.

A venda da hidroxicloroquina, que ainda divide algumas opiniões sobre sua eficácia para tratamento da COVID-19, teve alta de 53% nas vendas apenas no primeiro trimestre em São Paulo.
O ácido ascórbico, a vitamina C, também chamou atenção e as farmácias viram as vendas subirem 198%. O medicamento foi associado por fake news à prevenção da doença.

Compostos como a dipirona, que teve aumento de 51% nas vendas, paracetamol, com alta de 83,5%, e vitamina D, com avanço de 23,7% figuraram entre as maiores altas e todos foram relacionados com a prevenção ou tratamento do coronavírus.

Já o ibuprofeno, que por um período foi relacionado ao agravamento da doença, teve uma queda nas vendas de 2,95%.

Outro dado relevante é o aumento de 16% nas prescrições das sete principais classes terapêuticas ligadas ao sistema nervoso central. Indicando, por exemplo, que a pandemia intensificou problemas psicológicos.

Portfólio maior para atender os clientes

As farmácias têm expandido seu portfólio, principalmente em itens de higiene e beleza, linha infantil e conveniência, o que deve ajudar a impulsionar o crescimento nas vendas nos próximos anos.

As grandes redes saem na frente por terem 78% das unidades com sortimento elevado, acima de 7,3 mil SKUs, de tipos de produtos.

Outra questão é a digitalização do setor. A pandemia exigiu entregas em tempo rápido e pegou muitas redes de surpresa. Uma pesquisa recente da IQVIA aponta um descompasso na percepção sobre o tema. Enquanto 58% dos executivos da indústria consideram os investimentos nessa área extremamente relevantes, apenas 31% dos varejistas compartilham do mesmo princípio.

Os desafios do setor farmacêutico

Apesar de previsões otimistas para o setor com a evolução dos medicamentos e envelhecimento da população, os especialistas questionam a continuidade de um aumento tão veloz nas vendas. Afinal, a expectativa é que em 2021 haja um relativo controle da pandemia. Há também a previsão da chegada de vacinas para o novo coronavírus.

Outro ponto é a condição financeira dos brasileiros. Com um número elevado de desempregados e a previsão de encolhimento da economia, com uma recuperação gradual a partir do ano que vem, limitam o poder de compra da população.

Por isso, a busca constante por economia está na pauta diária. Nessa toada, parcerias estratégicas podem ajudar na continuidade de tratamentos médicos.

É o caso da Alelo, que por meio do aplicativo ‘Meu Alelo’ conta com um dos maiores programas de desconto em farmácias do mercado de benefícios. São mais de 26 mil estabelecimentos com descontos de até 75% nas redes de farmácias credenciadas.

Qualquer usuário dos cartões Alelo tem acesso ao app Meu Alelo e consegue usufruir dos descontos, que no caso do cartão Alelo Multibenefícios, pode chegar a 85%. No canal do YouTube da Alelo tem um vídeo com passo a passo de como realizar a pesquisa por descontos usando o app.

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