Como já sabemos, a pandemia trouxe consigo muita reflexão, desafios, medos e inseguranças, além de ter aumentado a carga de trabalho. Em casa, o jeito é lidar com as atividades profissionais diárias e também com as funções domésticas, que variam de acordo com o estilo de vida de cada um.

No home office desempenhamos muitos papéis ao mesmo tempo e, tem dias em que nos sentimos simplesmente sobrecarregados. Não apenas pela situação em si, mas pela própria necessidade de isolamento social. E se você anda se sentido para baixo ou com falta de energia para coisas que antes amava fazer – não se preocupe – apesar de ser perfeitamente normal um certo nível de tristeza, ansiedade ou preocupação, não devemos deixar para lá.

Importante deixar claro que tristeza e doença mental são condições diferentes. Podemos estar estressados e tristes em alguns momentos, mas isso não significa que tenhamos uma doença mental. Porém, cuidar da saúde mental é importante para todos, pois independente do momento atual, uma mente saudável tem a ver com bem-estar e faz bem para todo mundo.

Como anda a saúde mental dos brasileiros?

Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos e encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, demonstrou que 53% dos brasileiros, admitem ter sentido piora no que diz respeito ao bem-estar mental durante a pandemia. Entre as principais reclamações, estão os problemas com a depressão, dificuldades para dormir ou se concentrar e o aumento dos níveis de ansiedade.

Como uma das principais preocupações dos profissionais de recursos humanos é o bem-estar mental dos colaboradores, uma das recomendações mais importantes para tempos como estes, é sem dúvida, a terapia. Falar sobre como você se sente, é benéfico para a saúde emocional. Poder dividir isso com quem pode ajudar, acelera a recuperação e equalização dos sentimentos.

Uma abordagem terapêutica consagrada é a Psicanálise, eleita por muitos adeptos (profissionais e pacientes) como uma ótima forma de cuidar da saúde mental. A ideia não é indicar o melhor tipo de terapia – até porque só um profissional da área da saúde poderá dizer isso – mas mostrar um pouco sobre como funciona o método.

A Psicanálise

 Em seu livro Introdução ao Narcisismo, publicado em 1914, Freud escreveu: “Em última análise, precisamos amar para não adoecer”.

E é com essa frase que começamos a falar sobre a psicanálise, até porque ela tem tudo a ver com amor, que pode até ser pelos outros, mas que deve ser primeiramente por nós mesmos.

Pois bem, resumindo a psicanálise, podemos dizer que é um tipo de terapia que leva em consideração o nosso inconsciente, aquele lugar da nossa mente, que dificilmente conseguimos alcançar sozinhos.

Criada pelo médico neurologista e psiquiatra Sigmund Freud, a psicanálise é de forma bem sucinta, uma abordagem que trabalha o autoconhecimento e, busca na individualidade de cada pessoa, explicações para reações humanas automáticas e, que na maior parte das vezes, trazem consequências ruins para o nosso bem-estar. Como exemplo podemos citar os transtornos de ansiedade e os ataques de pânico que ocorrem sem motivos aparentes.

É lá na infância e em nosso relacionamento com nossos pais que a psicanálise vai. E por meio de acontecimentos importantes que marcaram as nossas vidas, é que ela nos ajuda aos poucos, a montar nosso quebra-cabeça pessoal.

A parte mais interessante na psicanálise é que com o tempo, aprendemos a fazer uma conexão entre os nossos sentimentos e as nossas ações. A partir daí não só compreendermos muitas coisas sobre nós mesmos, como passamos a lidar com o que não gostamos em nós e a explorar mais e melhor, tudo aquilo que mais amamos. E o principal, aprendemos a criar os nossos limites.

Não seria exagero afirmar que os adeptos da psicanálise a consideram ‘puro autoconhecimento’ e, quanto mais nos conhecemos, mais somos capazes de lidar com nossas dores e aproveitar todo o nosso potencial.

Porém, é sempre importante lembrar que a psicanálise ou qualquer outro tipo de terapia, só será eficaz, quando houver envolvimento e entrega de ambas as partes. Ou seja, o paciente deve sentir-se à vontade para falar sobre qualquer coisa com o analista, que por sua vez, conseguirá ajudá-lo a pensar sobre as questões que forem trazidas na conversa. É uma grande troca, sem julgamentos e tudo em completo sigilo entre analista e paciente.

Quanto custa fazer psicanálise?

O custo médio de uma terapia deste tipo, varia de acordo com o tempo de atividade e experiência do psicanalista, mas varia normalmente de R$ 100 a R$ 1000 reais a sessão.

Alguns planos de saúde disponibilizam reembolso para que seus usuários possam realizar sessões de psicanálise.

Porém, apesar de também ser possível fazer por conta própria, é mais indicado que antes, o paciente busque o atendimento de um médico psiquiatra. É ele quem avalia o paciente e indica um tipo terapia, de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Como na pandemia houve um crescimento significativo da Telemedicina, muitos psicólogos viram uma oportunidade de atendimento online, também para pessoas com certo nível de timidez e que nunca haviam feito terapia antes. Muitas dessas pessoas encontraram na terapia virtual, uma chance de falar sobre seus sentimentos e passaram a adotar uma momento de conversa por semana com esses profissionais. A digitalização do serviço também possibilitou mais acesso e amplo leque de opções de custo por sessão. Isso foi uma mudança importante para a saúde mental de muita gente.

Quem sabe não chegou a hora de experimentar?

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