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De bike à carona: como se locomover no Dia Mundial Sem Carro

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Mulher e homem andando de bike e patinete

No dia 22 de setembro, comemora-se o Dia Mundial sem Carro. A data é voltada para a conscientização sobre os problemas causados pelo uso constante de veículos automotivos. Mas afinal, como se locomover sem prejudicar o meio ambiente? Uma das respostas para essa pergunta está no uso da bike.

Nos últimos anos, as bicicletas se tornaram uma alternativa de mobilidade urbana nos grandes centros do Brasil, seguindo uma tendência mundial. Segundo estudo do Ibope, em parceria com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em São Paulo, capital mais populosa do país, houve um aumento de 66% no número de pessoas usando este meio de transporte nos últimos seis anos.

Afinal, a bike é uma alternativa viável?

Apesar do aumento do uso das bikes e da reflexão trazida pelo Dia Mundial Sem Carros, o uso das duas rodas ainda esbarra em desafios importantes.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Multiplicidade Mobilidade Urbana (IPMMU) mostra que há 1,6 milhão de bicicletas na cidade de São Paulo, mas que somente 9 mil delas circulam todos os dias. O principal problema está na malha reduzida de ciclovias e na falta de segurança para os ciclistas.

Vontade de pedalar, não falta!

Nos primeiros cinco meses de 2022, foram fabricadas 297 mil bicicletas no país, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). E há uma mudança no perfil de compra.

O vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, afirma que as pessoas estão investindo mais nas bikes, que tem se tornado o meio de transporte principal de muitas delas.

“A bicicleta está cada vez mais presente na vida das pessoas. Com isso, surgem novos perfis de consumidores e a indústria está atenta para atendê-los”, diz. “Antes a procura era maior pelos modelos de entrada. Hoje, a demanda é pelos de médio e alto preço”, completa.

Por isso, no Dia Mundial Sem Carros a discussão também inclui a necessidade de melhorar a infraestrutura dos outros tipos de transporte para que os automóveis possam dar lugar a outras formas de mobilidade urbana.

O primeiro passo é compreender os prós e contras do uso dos carros.

Como o uso do automóvel pode prejudicar o meio ambiente?

Apesar do conforto, o uso de carros e outros transportes que usam derivados do petróleo como combustível – como caminhões, ônibus, motocicletas e aviões – responde por aproximadamente um quarto das emissões de gases do efeito estufa no mundo, de acordo com relatório das Nações Unidas.

Os carros leves lideram nas emissões de dióxido de carbono, com 45% do volume emitido.

Para se ter uma ideia, a atividade de transporte responde por cerca de 80% do óleo diesel consumido no Brasil, sendo 90% desse consumo para o transporte rodoviário de mercadorias e pessoas.

O tema foi amplamente discutido durante a 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em Katowice, Polônia, em 2018.

Desde a ocasião, os pesquisadores sugerem que os países evitem e reduzam a necessidade por deslocamentos em veículos motorizados e desenvolvam novos planos de mobilidade. Eles recomendam ainda o aumento do financiamento e desenvolvimento de estrutura para ampliar o uso de transporte público, trem e bicicletas.

Mobilidade urbana e seus desafios

Com o retorno ao escritório, os antigos problemas com a mobilidade urbana voltam à tona. Os moradores das grandes cidades, como São Paulo, gastam em média 21 dias por ano no trânsito da capital, de acordo com a  Pesquisa Mobilidade Urbana 2022, conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae.

Outros aspectos negativos para o uso de automóveis estão relacionados aos gastos. Pontos como o preço do combustível, os custos de ter um carro, pedágio urbano, gastos com estacionamento e a falta de planejamento urbano integrado, pesam no orçamento e também na qualidade de vida.

Ninguém merece tanto trânsito!

Em suma, utilizar a bike como meio de transporte pode ser até seis vezes mais econômico do que andar de carro e três vezes mais barato que o ônibus. Essa é uma das constatações da pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que leva em consideração os gastos mencionados acima.

Além de usar a bike, o que podemos fazer para diminuir o uso de carros?

Na maior metrópole do país, que abriga 25% da frota nacional de veículos, são mais de 10 milhões de carros circulando. São Paulo tem praticamente um carro por habitante. Mas como mudar isso?

Segundo o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento, há algumas ações que podem contribuir para diminuir o uso de carros, como:

  • a redistribuição dos perfis das vias com espaços para pedestres, ciclistas e ônibus;
  • sincronização do tempo nos cruzamentos com semáforos que favoreçam andar a pé e de bicicleta;
  • campanhas educativas;
  • melhorias nos sistemas de transporte público;
  • criação de mais opções de mobilidade;
  • investimento em um desenvolvimento urbano mais misto e compacto.

Ideias não faltam, não é mesmo?

Aplicativos de carona, uso de táxis e empresas como Uber e 99, aluguel de bikes e transporte coletivo se mostram como as opções mais usadas por quem não deseja fazer uso constante do próprio veículo.

Como as empresas podem auxiliar seus colaboradores a usar menos o carro

Dados da Pesquisa Mobilidade Alelo, em parceria com o Ibope, mostram que um a cada cinco trabalhadores brasileiros mudariam de emprego mesmo que fosse para ganhar menos ou para assumir um cargo inferior para trabalhar mais perto de casa.

Ou seja, a questão da mobilidade impacta diretamente na retenção de talentos.

Por isso, a mobilidade urbana também é uma questão que impacta as empresas. O trabalho remoto, que ganhou força na pandemia, é uma forma de reduzir o uso de carros. Por isso, empresas que possuem essa política instaurada estão, de alguma forma, colaborando para a redução de automóveis em circulação.

Outra alternativa é promover uma política de horários flexíveis para que os colaboradores consigam escapar dos horários de pico e possam usar bikes ou mesmo o transporte público mais vazio.

Vale-transporte para o ônibus, e também para o aluguel da bike

De olho na necessidade das empresas atuarem como agentes de transformação na redução do volume de automóveis em circulação, a Alelo oferece o Alelo Mobilidade. Este benefício dá autonomia para o colaborador na hora de escolher seu meio de transporte.

É como se fosse uma evolução do vale-transporte. O crédito concedido pela empresa pode ser usado da maneira escolhida pelo funcionário.

Na prática, o colaborador pode decidir se quer ir ao escritório usando ônibus, táxi, carro de aplicativo ou alugar uma bicicleta. Além disso, o Alelo Mobilidade também serve como vale combustível e cartão de pagamento de despesas automotivas, como gastos com estacionamentos e manutenção leve.

Tudo é feito de maneira digital e centralizada. A ideia é deixar o colaborador livre para escolher como quer ir e vir, garantindo seu bem-estar, e de quebra, contribuindo para o meio ambiente.

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