Gestão

Mães e o mercado de trabalho: como as empresas podem ser mais inclusivas

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O Dia das Mães está ai, e com ele muitas flores e homenagens. Mas vale lembrar que, além deste dia para celebrar quem nos trouxe ao mundo, vale aproveitar esta época para refletir sobre como a sociedade, em especial o mercado de trabalho, realmente reconhece e valoriza as mães todos os outros dias do ano.

Afinal, conciliar o trabalho e o cuidado com os filhos e filhas (a famigerada jornada dupla) é algo que sobrecarrega muitas profissionais, afetando sua saúde mental e física.

Mudar esta realidade é responsabilidade de todos, inclusive das empresas. E garantir um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso vai muito além de oferecer licença-maternidade.

Abaixo, elencamos algumas ações que podem ser adotadas pelas empresas para melhorar este cenário.

1 – Horários flexíveis

Após o retorno da licença-maternidade, garanta que a mãe possa adotar horários de trabalho mais flexíveis. Isso permite, por exemplo, que a profissional possa acompanhar o filho em consultas, levar na creche ou escola, e amamentar de forma mais tranquila.

Assim, ela poderá também organizar melhor seu tempo para se concentrar em cada atividade, seja ela o cuidado com o filho ou alguma tarefa do trabalho.

E vale ressaltar que o pai deve estar no radar também! Afinal, permitir que ele também possa participar ativamente do dia a dia com as crianças impactará positivamente na experiência de todos:

  • a mãe, que terá com quem dividir responsabilidades;
  • as crianças, que poderão contar com pai e mãe;
  • e a empresa, que terá colaboradores mais focados e produtivos pois suas vidas pessoais e profissionais estarão em equilíbrio.

2 – Regime híbrido

Se já havia o debate sobre regime híbrido para as mães antes da pandemia, agora já está testado e comprovado; permitir que a mulher trabalhe pelo menos alguns dias da semana em casa, traz muitos benefícios para a família:

  • redução de gastos com deslocamento (não só da mãe, mas também das crianças, que muitas vezes precisam do transporte escolar pois os horários de entrada e saída não batem com o horário de trabalho dos pais);
  • maior liberdade para encontrar escolas que caibam no orçamento, e não necessariamente estejam próximas ao local de trabalho dos pais;
  • uma economia de tempo significativa, que pode retornar em maior produtividade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Avalie esta medida não apenas para as colaboradoras de cargos altos, mas também para aquelas cujas funções não exigem a presença física da profissional na empresa.

4 – Licença-paternidade

Para garantirmos uma sociedade mais justa, é essencial entendermos que o cuidado e a criação dos filhos não é apenas responsabilidade da mulher. Os pais também devem fazer parte desse papel e realizar tarefas como levar na escola, em consultas, etc.

Para garantir isso, é importante que eles também tenham licença-paternidade estendida, que vá além dos 5 a 20 dias previstos em lei (sem contar a flexibilidade de horário no caso de quem tem crianças maiores).

Essa medida é essencial para garantir igualdade de oportunidades e para que nem a paternidade e nem a maternidade, impactem negativamente no desenvolvimento profissional.

Além disso, a licença ampliada para os pais pode, inclusive, melhorar o engajamento dos colaboradores em geral e a imagem da empresa junto ao público externo.

5 – Creches e fraldários

Avalie também a possibilidade de oferecer benefícios como auxílio-creche para os colaboradores, ou mesmo uma creche no local de trabalho. Esse tipo de medida pode auxiliar mães e pais quando não têm com quem deixar os filhos.

E se sua empresa oferece esses espaços ou atende o público em geral, lembre-se de instalar fraldários em locais onde os pais também possam entrar (e não apenas nos banheiros femininos), assim como salas de amamentação e de retirada de leite, onde as mães tenham um ambiente tranquilo para manter essa prática de alimentação dos bebês.

Lembrando que a maioria das empresas adota a licença-maternidade de 4 meses, enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta a amamentação exclusiva e em livre demanda por no mínimo 6 meses. Ou seja, a conta não fecha.

Mas desde que medidas como estas sejam implementadas, é possível garantir um ambiente profissional cada vez mais acolhedor para as mães, reconhecendo, de fato, a importância dessas mulheres na vida de todos nós.

Sua empresa adota alguma destas medidas? Conta pra gente.

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